terça-feira, 15 de novembro de 2016

Natureza mãe viva! #2

<iframe width="100%" height="300" scrolling="no" frameborder="no" allow="autoplay" src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/855062848&color=%23ff5500&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false&show_teaser=true&visual=true"></iframe><div style="font-size: 10px; color: #cccccc;line-break: anywhere;word-break: normal;overflow: hidden;white-space: nowrap;text-overflow: ellipsis; font-family: Interstate,Lucida Grande,Lucida Sans Unicode,Lucida Sans,Garuda,Verdana,Tahoma,sans-serif;font-weight: 100;"><a href="https://soundcloud.com/professordiogoteixeira" title="Professor Diogo Teixeira" target="_blank" style="color: #cccccc; text-decoration: none;">Professor Diogo Teixeira</a> · <a href="https://soundcloud.com/professordiogoteixeira/abruxamalvada" title="A Bruxa Malvada" target="_blank" style="color: #cccccc; text-decoration: none;">A Bruxa Malvada</a></div>Quanta vida a nessas cores, que preenchem o espaço.

Quanta sensibilidade há nestas flores, que ampliam os amores.

Quanta energia a nesse vento, que me arrepia ao me tocar.

Ah essa natureza é mesmo mãe de todos, mesmo com nosso instinto nocivo, de ódio sem motivo. Após destruir, malfalar e maldizer, praguejar até. Nos presenteia a cada dia com um nascer e um por do sol esplendoroso.

Quisera eu agradecer de alguma forma por todo perdão que a nós oferece dia após dia.

Não sei se é possível encontrar um modo de faze-lo sem que eu pareça artificial, enquanto isso não se esclarece em meus pensamentos, toda sua magnitude aquece e preenche meu ser e eu foco em te admirar e de certo modo um tanto tarde a te amar.

Gratidão por tudo.

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Início do fim #1

A meia luz ele observa o vazio, mas não a ausência de objetos palpáveis, ele sentia um vazio constante. Que a princípio ele tentava desesperadamente preencher com tudo que aparecia. E nada.

Ele se sentia desafortunado, pois nada supria a falta de algo que ele sentia.

Era uma sensação de dor aguda, uma sensação daquelas quando se tem vontade de comer algo e não se sabe o que é. E justamente essa questão "não saber o que é" o torturava com tamanha vontade e se deliciava com isso seja lá quem fosse.

Destino, tempo, Deus o nome é só um título, um rótulo, alguém a quem ele responsabilizava por seus infortúnios, suas mágoas, suas dores, seus vazios.

Sua busca é um eterno labirinto, pois ele está perdido de si em si. A bússola não aponta para o norte e o céu não tem estrelas, ele é escuro, escuro como seu medo mais profundo.

Ele senta e pensa em qual seria a saída.

Ele se pergunta se aquilo é real, se ele é real.

Por que isso tudo é apenas o início, o início da descoberta, do desapego, seu ego se contorce desesperado, almejando tudo que o mundo lhe oferecia, mas não pode mais provar.

Por isso o silêncio, o vazio. Por que o tratamento é de choque experimental.

Ele está se purificando, pra criar um monstro puro.

Ele está iniciando a caminhada para a queda do precipício, quer ver além do que jamais viu. Mas não quer pagar o preço.